Cada pessoa interpreta o que escuta e vê partindo de si mesma, sua interpretação de um fato ou de uma situação é uma verdade para si.


Quando conversamos com outra pessoa colocamos em palavras o que pensamos ou o que sentimos sobre algo, de acordo com nossas interpretações.

Por mais que estejamos conscientes do que falamos e de como falamos, não há como ter certeza que a pessoa que estamos nos comunicando compreenderá o que estamos a dizer, pois nossas palavras são interpretadas de acordo com os referenciais dela.

Quando vemos ou escutamos algo,  tiramos uma opinião de acordo com a nossa percepção, nossos valores culturais, nossas experiências pessoais, os afetos ou desafetos, e inclusive como estamos nos sentindo no momento.

Para fazer um comentário, transformamos nossas percepções internas em palavras, usando o nosso vocabulário, termos e maneiras pessoais de nos expressar, que serão interpretadas pela outra pessoa.

A pessoa que nos escuta interpreta o que dizemos de seu modo particular, de acordo com suas condições perceptivas. Nem sempre somos compreendidos quando conversamos com pessoas com diferentes experiências de vida ou diferentes referências culturais, do mesmo modo que nem sempre as compreendemos.

Qualquer pessoa pode ser interpretada como boa ou má, correta ou equivocada, isso depende do modo como cada um interpreta o que vê ou escuta. A maneira como entendemos as coisas que estão fora de nós tem relação com as experiências que vivemos dentro de nós.


 “Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou.”
(Jacques Lacan)


Fonte: http://www.tautonomia.com 

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