Que denominação é esta?

Esta é uma pergunta que de um modo geral se faz quando se dá um folheto, ou quando convidamos a alguma reunião para o estudo da Palavra de Deus. Sem dúvida é uma pergunta sábia, especialmente nestes dias de tanta confusão.

 

Mas, o que teria acontecido se a mesma pergunta houvesse sido feita nos dias dos apóstolos? Suponhamos que você tivesse vivido naquela época, e um dia se encontrasse com o apóstolo Pedro e lhe perguntasse:

 

— Pedro, que denominação é esta?

 

Você pode imaginar a resposta? Pedro, sem dúvida, teria coçado a cabeça completamente perplexo, porque não haviam denominações na sua época. O crente procurava seguir a ordem divina.

 

Deus tem uma Igreja neste mundo, mas não é uma organização da qual você pode por si próprio tornar-se membro. É possível fazer-se membro de uma “igreja” feita por homens, e depois “deixá-la” se você não ficar satisfeito. Mas você nunca poderia fazer a si mesmo membro da Igreja de Deus, a qual é chamada “a Igreja do Deus vivo” (1 Timóteo 3.15).

 

Temos que voltar ao fundamento, o qual é Cristo. “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Coríntios 3.11). A Palavra de Deus nos diz que somos pecadores culpados diante dEle, perdidos em nossos pecados e “por natureza filhos da ira” (Efésios 2.1-3). Mas Deus, em Seu amor e misericórdia, enviou Seu próprio Filho a este mundo para pagar por nossos pecados na cruz.

 

Sua Igreja não é “denominada”. Isto é, não tem nome dado pelos homens, nem é uma organização humana, porém é composta de pessoas salvas, tanto judeus como gentios. Não tem lista de membros na terra, e ninguém pode fazer-se membro dela. Mas quando alguém vem a Deus como um pecador culpável, e recebe ao Senhor Jesus Cristo em seu coração como seu Senhor e Salvador, seu nome está escrito no Céu e imediatamente é “acrescentado” à Igreja pelo próprio Senhor (Atos 2.47). Passa a levar, então, o nome de seu Salvador, e é feito uma “nova criatura” em Cristo (2 Coríntios 5.17). Não necessita outro nome e nem precisa fazer-se membro de algo inventado pelo homem.

 

Durante o tempo primitivo da Igreja, os crentes se reuniam simplesmente para estudar a Palavra. Não tinham nomes ou organizações denominacionais, e nem o mecanismo da atualidade. Mas as idéias mundanas penetraram mais e mais, e a simplicidade devida a Cristo desapareceu (2 Coríntios 11.3). O homem religioso sempre está acrescentando algo à ordem simples de Deus.

 

Deus não é o autor de nenhuma denominação. Algumas delas abraçam algumas verdades bíblicas muito sadias, e têm muitos crentes, nascidos de novo, em suas organizações. Mas os crentes são assim divididos uns dos outros por seus nomes. Isto é um pecado contra Deus.

 

Os crentes primitivos não se “denominavam” ou tinham nomes postos por eles. Eram conhecidos por termos como “discípulos”, “crentes”, “santos”, “cristãos”, ou qualquer nome que pudesse ser levado por TODOS os crentes. Não temos nenhuma base bíblica para levar um nome que não possa ser levado por todos os filhos de Deus neste mundo. Fazer isto é querer dividir o “um só Corpo” de Cristo (1 Coríntios 12.12).

 

O Filho de Deus deve ter um sadio e inteligente conhecimento da Palavra de Deus. Não deve estar em jugo desigual tendo comunhão com os inconvertidos, mas deve “sair do meio deles” como nos diz 2 Coríntios 6.14-18.

 

O crente deve honrar o Senhorio de Cristo, reconhecendo-O como Senhor. O mundo religioso Lhe nega esta honra e quase universalmente se refere a Ele como “Jesus”, o nome de Sua humanidade. Vemos como Paulo, em suas epístolas, cuidadosamente O trata honradamente como “O Senhor Jesus Cristo”.

 

Os crentes devem tratar de, a qualquer custo, se reunir para estudar a Palavra a fim de se edificarem uns aos outros na fé. Muitas vezes isto tem que ser feito em pequenas reuniões caseiras, porque a verdade não é aceita em lugares humanamente elevados. “Saiamos, pois, a Ele fora do arraial, levando o Seu vitupério” (Hebreus 13.13).

Fonte: Mário Persona
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Nossas contribuições

Para que haja IGUALDADE, Jesus e seus discípulos nos orientaram a respeito da importância de contribuirmos.

Nossas contribuições servem para suprir a necessidade dos que estão com falta, havendo então IGUALDADE.

O que precisamos entender é que Deus NÃO PRECISA DE NOSSAS CONTRIBUIÇÕES, ou melhor, Deus não precisa de ABSOLUTAMENTE NADA.

ELE É DEUS ( ATOS 17.25)

Quando você faz algo para o próximo, então você estará fazendo para Deus.

Contribua com alegria.

“[…] Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”. Mateus 25.40

“Porque, se há prontidão de vontade, será aceita segundo o que qualquer tem, e não segundo o que não tem”. II Coríntios 8.12

“[…] a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade”. II Coríntios 8.14

Não há NADA que você possa fazer para CONQUISTAR a salvação

Isto mesmo, tudo já foi feito na cruz, não adianta estar na igreja se você não for IGREJA, não adianta ser submisso a pastores se não for submisso a CRISTO, não adianta dar dízimos e fechar os olhos para os necessitados, não adianta andar na visão do líder e abandonar a visão do LÍDER, não adianta ler e estudar a Bíblia se a intenção é usá-la de forma interesseira

Firme sua fé orientando-se na Palavra e olhando para o Autor e Consumador da fé, Jesus ( Hebreus 12.2) isto será suficiente !

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4.12

“[…] Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo […]”. Atos 16.31

FOGE DESTAS COISAS…

Não existe COBERTURA apostólica, nem cobertura ministerial, nem de pastores, bispos e profetas, o que existe são pessoas tentando te manter dependente delas, assim vão te adestrando e te usando da maneira que melhor lhes convém

Não existe PROPÓSITOS DE FÉ, CAMPANHAS ESPECIAIS ou $acrifícios perfeitos que possa MATERIALIZAR uma melhora na sua vida, o que existe são instituições lutando para te viciar nas correntes intermináveis, acaba uma começa outra e a tua vida continua na mesma, quando nada melhora ainda bate uma depre por te fazer sentir que a falta de sucesso é por tua culpa, por tua falta de fé, por algo que você tenha deixado escapar….

Não existe homens ou instituições habilitadas para levar os seus pedidos a Deus, você não precisa ir até os cenáculos para ser ouvido ou depositar sua cartinha nos altares de pedra para serem levados a Terra Santa, montes, vales, vigílias ou lugares “sagrados”

Este caminho definitivamente NÃO move as mãos de Deus, o que move as mãos de Deus é Cristo, Ele não te cobra nada a não ser um coração sincero, o seu coração é o verdadeiro altar , Ele recebe suas orações de graça e responde de graça.

Não existe datas agendadas para sua mudança de vida, nem data para cobrar de Deus uma resposta e ação, só uma mente doente e distante de Cristo cria esse tipo de campanha.

Existe UM SÓ MEDIADOR ENTRE DEUS E OS HOMENS, Jesus Cristo¹, NÃO VOS FAÇAIS SERVOS DOS HOMENS² e não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes³.

Por isto irmão, FOGE DESTAS COISAS, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. (4) Viva em humildade; considere os outros superiores a si mesmo (5).

Saiba que problemas, lutas e tribulação produz a paciência e a paciência, a experiência, e a experiência, a esperança, e se tua esperança estiver em Cristo, jamais serás enganado (6)

1 – I Timóteo 2.5
2 – I Coríntios 7.23
3 – Romanos 12.16
4 – I Timóteo 6.11,12
5 – Filipenses 2.3
6 – Romanos 5.3,4

A desnecessidade do templo

Por: Natanael Tussini Via: Bereianos

Nunca se vê no Novo testamento uma única ordem para se construir templos. Quando observamos as orientações aos apóstolos, presbíteros percebemos que ás únicas orientações eram para cuidar de si mesmos, da sã doutrina e do rebanho. Não está escrito construam prédios, preocupem-se com isso, de maneira nenhuma. Isso nunca foi dito.

A exigência de um templo, uma sede, está encarnada na alma cristã moderna, e veja bem, não é qualquer templo, pois foi-se o tempo em que cadeiras de plástico, uma caixa de som e um violão eram necessários. O templo tem que ter cadeiras acolchoadas, ar condicionado, púlpito de mármore e por ai vai. Mera estupidez!

Se os cristãos hodiernos percebessem que a existência ou não de templos não faz a mínima diferença para o verdadeiro adorador tudo ficaria mais fácil. Isso não sou que afirmo, mais o próprio Cristo em seu bate papo com a mulher samaritana. Se os cristãos percebessem que seus lares podem ser um lugar de adoração a Deus, porque afinal de contas a verdadeira igreja não é visível a nenhum olhar humano.

Ah! Se os obreiros percebessem que construir templos não glorifica a Deus, mas ás suas instituições, e que no final, elas não se lembrarão do suor derramado por eles quando construíam os palácios, que de maneira nenhuma poderiam ser para Deus, pois o Todo Poderoso não pode habitar em construções feitas por mãos humanas.

A se voltássemos aos tempos antigos, onde cada lar era uma igreja e cada pessoa era um verdadeiro adorador, poderíamos dizer assim: Aqui se reúne uma parte da igreja de Cristo.

Sola Gratia.

O ARREPENDIMENTO É A PORTA DE ESCAPE

Arrependimento gera conversão sincera que gera mudança real de comportamento e pensamento.

Arrependimento gera transformação pelo Espirito Santo o qual dia a dia vai moldando nossa natureza e nos aproximando mais de Cristo.

Todos temos um tempo para nos arrependermos, o Senhor coloca oportunidades de mudarmos nossa conduta e de nos corrigirmos

Um dia seremos julgados, assim esta escrito e apesar da demora, dos séculos e séculos que se passaram, creio que a data de todos responderem pelos seus atos já esta definida ( e lógico só o Senhor sabe quando )

Ai daqueles que lutam por um falso evangelho, que suam por uma falsa doutrina, que conduz um povo para o engano, que ostentam as bandeiras dos homens e enterram a de Deus

Ai daqueles que usam a Bíblia para divulgar uma mensagem que não gera arrependimento sincero, conversão sincera, antes mantém as pessoas dependentes de suas próprias idéias, de suas próprias doutrinas, de seus próprios ensinos , de suas próprias barganhas

Ai daqueles que já resolveram não arrependerem-se, não reconhecendo que Cristo é mais importante que suas denominações, que os ensinos de seus pastores, que as ofertas, votos, as campanhas,etc…

Ai daqueles que desprezam a Bíblia, que não consultam nela se os ensinos que aprendem se aplicam ou não para sua fé

O ARREPENDIMENTO É A PORTA DE ESCAPE !

Semeai um hábito, e colheis um caráter
Semeai um caráter, e colheis um destino
Semeai um destino, e colhereis Deus.

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear isso também ceifará” Gálatas 6.7

Crédito da Reflexão Semeai: Professor Huston Smith

Como identificar e abandonar o FALSO ENSINO

É fácil você identificar se esta vivendo sob um falso ensino

Veja o exemplo de um certo Simão Mago, ele era respeitado e seguido por muitos habitantes de Samaria que falavam que ele era um homem que tinha um grande poder de Deus¹

Ele era tido com alguém muito especial, pois operava sinais perante o povo que a cada dia o admirava mais¹

Simão Mago é uma prova dentre outras que a Bíblia apresenta que nem todos os milagres são produzidos por Deus

Qual era o propósito de Simão Mago? Ter fama, poder, prestigio e domínio sobre as pessoas, esta é a característica de todos que pregam um falso ensino

Porque Simão Mago deixou de ser tão importante para os Samaritanos?

Porque Filipe pregou as Boas Novas com todo seu coração e aquele povo foi atraído a Cristo², se as igrejas evangélicas fizessem o mesmo hoje não teríamos tanta gente sendo enganada, mais infelizmente inverteram os valores, os Filipes sumiram dos púlpitos para dar lugar aos Simões Magos.

Simão Mago que em algumas traduções é chamado de Simão Feiticeiro tentou dar um jeito para recuperar seu prestigio oferecendo dinheiro aos apóstolos³ e assim poder continuar explorando a boa fé das pessoas

Quantos de nós temos a mesma fé de Simão Mago, achamos que podemos negociar Deus, comprar o amor Dele, comprar os dons do espírito santo, comprar fé, comprar sabedoria, comprar santidade, comprar poder, etc…

A resposta de Pedro foi rápida e direta: “O teu dinheiro seja contigo para tua perdição, porque pensaste que o dom de Deus se alcança com dinheiro” (Atos 8.20)

Note bem irmão….

Cristo deixou uma ordem: “[…] de graça recebestes, de graça daí” (Mateus 10.8)

Se a igreja ou seu pastor não estiver neste principio já é um sinal que a fonte dos milagres não é Deus

Muitos seguiam Simão Mago, pelos grandes sinais e maravilhas, porém ele não passava de um instrumento de Satanás, abra os olhos e reflita sobre sua fé.

Marcelo e Eunice

Atos 8.9,10
Atos 8.12
Atos 8.18

“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver […] Mas com o precioso sangue de Cristo”

A igreja sem porta

Bom seria se todos pudessem enxergar que o Cordeiro de Deus tirou o pecado do mundo e que agora, já, neste exato momento, eternamente, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.

 

A Lei acabou! Sim! O fim da Lei é Cristo para salvação de todo aquele que Nele crê! Toda dívida de morte e de sangue promulgada contra os homens foi paga integralmente! Está consumado para sempre! A cruz venceu! A loucura da cruz, do sacrifício eterno do sangue derramado pelo Cordeiro Eterno, aboliu de uma vez por todas outros sacrifícios e rasgou o véu da separação entre a humanidade e Deus.

 

Só não vê quem se faz de cego, quem tem medo da vida. Porque o Espírito da Vida é para todos os que creem, para todos os que se perceberam salvos no amor eterno do Deus que se entregou por toda a criação, por todo o universo.

 

Sim! A cruz alcançou redentoramente todas as galáxias. Libertou as extremidades acorrentadas do universo. Andrômeda e todos os buracos negros, estrelas anãs e cometas foram salvos. Um dia, por Graça e Misericórdia, se converterão em novos céus e nova terra. A criação encontra-se em dores de parto, para dar à luz o conhecimento de Deus. As dores são fortes, os gemidos são ouvidos por muitos e muitos anos, mas os filhos da Luz se levantarão glorificados, transformados, renascidos eternamente com as vestes lavadas no sangue do Cordeiro de Deus.

 

Homens e estrelas se converterão num eterno cântico de adoração ao Rei Eterno e Imortal.

Nuvens de testemunhas se aglomeram para receber os novos irmãos e irmãs que vão sendo feitos nesta igreja sem portas, sem muros, sem nomes ou fronteiras. A Igreja de Deus é invisível, indomável e não conhece outra forma de servir e adorar a Deus que não seja “onde estiverem dois ou três reunidos em seu nome”.  Simples assim, em todo e qualquer lugar… Com toda e qualquer pessoa.

 

Esses irmãos não são salvos pela frequência aos templos, não são salvos por terem seus nomes arrolados nos livros humanos, não ostentam tradições ou formas de culto, mas se encontram salvos e perdoados pela Graça de Deus. Somente por Graça e Misericórdia são salvos, nada além disso. Isto é fruto da bondade de Deus. Sim! Deus é amor!

 

A igreja com portas tem medo da igreja sem portas. Claro! Os maus ensinam que a salvação acontece somente da porta para dentro. Querem impor suas próprias vontades e espoliar os bens dos insensatos. Mas quem realmente encontra a salvação a encontra no aprisco do Bom Pastor que não conhece fronteiras nem de culturas nem de língua, muito menos de institucionalidade. O Bom Pastor dá de graça a vida sem exigir nada em troca. Bebam de graça da Água da Vida, sem sacrifícios e sem ofertas! É o que está escrito.

 

Para a liberdade foi que o Eterno Sumo Sacerdote nos reuniu neste culto, nesta celebração chamada chão da vida. No Cordeiro o culto é eterno, não acontece somente aos domingos, mas flui incessantemente no respirar e andar de cada um que é chamado de filho.

 

A Nova Aliança foi escrita na carne dos corações desta gente cansada e sobrecarregada que aprendeu a entregar seus fardos para quem é Manso e Suave. Nele não há mais medo, não há mais lágrimas de morte. Até quem já morreu  Nele encontra a Vida Eterna.

 

Os céticos duvidam, os pessimistas tentam desconstruí-lo, os medrosos tentam parar de ouvir Sua voz, mas o testemunho do Espírito sopra poderosa e calmamente. Um dia todo olho o verá, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é Senhor absoluto de toda a existência. No dia em que o mar devolver os seus mortos, todos saberão.

 

Senhor da Vida é o seu nome! Venceu a morte para sempre! Assim será o cântico eterno.

 

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA E O EVANGELHO

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O Cristianismo por trás de Nárnia – Alegorias, mitos e a Bíblia.

 

Aslam significa leão. É um personagem que morre pelos outros e depois volta a viver. É filho do Imperador do Além Mar. Mudando de história, os judeus tinham uma promessa de um messias, o rei deles, filho de Deus, que viria a terra para salvá-los e morrer por eles. Chamavam-no de Leão de Judá. Para os cristãos, este é Cristo, que morreu e ressuscitou. Simples coincidências? Ecos da fé do escritor das Crônicas de Nárnia, C. S. Lewis? Ou algo a mais?

 

As Crônicas de Nárnia são sete livros que C.S.Lewis escreveu nas décadas de 40 e 50. Sete, por sinal, é um número recorrente na história judaico-cristã, considerado o “número da perfeição” dentro da simbologia religiosa. Há leitores que insistem na ideia de que Nárnia é só mais uma história, só mais um livro dentro da literatura imaginária infantil. Mas são tantas as comparações com o cristianismo, que fica difícil achar que realmente não há semelhanças. Lewis, ele mesmo, já tinha sido ateu, mas tornou-se um cristão e escritor de diversos clássicos da teologia britânica do século XX, como Cristianismo Puro e Simples, Cartas do Diabo a seu Aprendiz e O Peso da Glória. Nada mais coerente do que transpor alguns dos seus conhecimentos – e, muitas vezes, teorias complexas – em sua literatura infantil. Da mesma forma, Lewis escreveu alguns livros mais adultos, entre estes a Trilogia de Ransom.

 

Nárnia, portanto, seriam histórias repletas de pequenas lições, alegorias das histórias bíblicas e apresentações de teorias de Lewis. Há quem diga que Nárnia pode ser até real, mas isso não há como discutir. Quando Lewis decidiu escrever os livros, provavelmente queria passar ensinamentos para as crianças, talvez dar uma chance delas conhecerem tudo aquilo que perderam junto com seus pais na II Guerra Mundial. Professor que era, apaixonado pela mitologia e ainda abrigando quatro crianças, nada mais normal da parte do escritor.

Comparações montadas, alegoria do cristianismo. Lewis compôs em Nárnia mais um mito de Cristo e a história de seu povo, provavelmente buscando com isso atingir as crianças, ganhar uma porta na história delas para Cristo, que tanto fez diferença na vida dele. A série “O Cristianismo por trás das Crônicas” busca desvendar diversos destes traços cristãos nas obras narnianas, características que já guiaram o caminho de muita gente e ilumina os olhos de outros. Convido vocês para abrir a porta do armário e conhecer Nárnia pelas suas influências.

 

A analogia das “Crônicas de Nárnia” com a vida cristã é notável! Certamente, C.S. Lewis, que foi um grande apologista cristão, como se pode notar em obras como “Mero Cristianismo”, tinha a intenção evidente de passar a mensagem bíblica aos seus leitores. A referência aos seres humanos como “filhos de Eva” explicita essa relação entre Nárnia e a Bíblia. No filme também aparece esse simbolismo. As comparações que serão apresentadas aqui servem como convite para que outros espectadores procurem mais analogias e simbolismos.

 

O armário “mágico” simboliza a presença oculta e misteriosa do mundo espiritual, que, embora ilimitado, pode ser de alguma maneira contido no nosso mundo natural. Nárnia é enorme, mas cabe dentro do armário naquele quarto abandonado. O Céu é ilimitado, mas parece poder ser contido, de alguma maneira, nas almas dos santos. É na parte inexplorada da casa, naquele quarto abandonado, que se abre o mundo de Nárnia. É na escondida Nazaré, sem grande valor social, que o Verbo divino nasce.

 

A descoberta de Nárnia por Lúcia, a menor e mais inocente dos quatro irmãos, simboliza o fato de que é a pureza que permite perceber as realidades espirituais, o que é também é simbolizado pela virgindade de Maria, mãe de Jesus. O fato de que os outros não acreditaram simboliza a descrença daqueles que não tiveram a experiência da revelação cristã. A discussão entre o Professor e Suzana sobre a “lógica” da mensagem de Lúcia simboliza as discussões que os cristãos enfrentam sobre as relações entre “fé e razão”. O estilo pedagógico e racional do professor, de grande clareza e eficiência na argumentação, simboliza a apologética cristão do próprio C.S. Lewis.

 

As dúvidas que o fauno, Sr.Tumnus, possuía sobre a existência de seres humanos, mostrada também pelos títulos dos livros que tinha em casa, simboliza as dúvidas que as pessoas não convertidas possuem sobre as existências de seres e bens espirituais. A perseguição da feiticeira contra os seres humanos em Nárnia simboliza a perseguição do mundo contra os cristãos. O ódio que ela possuía contra os seres humanos simboliza o ódio infernal do diabo.

 

A neve permanente que cobre Nárnia durante o governo da “Feiticeira Branca” simboliza a frieza e a esterilidade do pecado na vida sem Cristo. A sedução de Edmundo pela Feiticeira Branca é comparável ao pecado original e o domínio que esta lhe impõe é comparável ao jugo que os demônios impõe à alma em pecado mortal. Começa com a promessa de que ele poderá reinar acima dos outros e continua com a ilusão daquela comida oferecida, a qual agrada sem satisfazer realmente e que depois é substituída por alimentos cada vez piores e pela ameaça de petrificação, o que simboliza o enrijecimento espiritual, e de morte. O medo que os anões e os lobos sentem da Feiticeira simboliza o medo que toma conta da alma daqueles que seguem o caminho maligno.

 

As brigas infantis entre os quatro protagonistas antes de assumirem seriamente a missão em Nárnia simboliza as disputas entre os apóstolos antes de Pentecostes, assim como as rixas cristãs provocadas por desamor. A comoção e o arrependimento que Pedro, Suzana, Edmundo e Lúcia sentem ao encontrar Aslam pela primeira vez no filme simbolizam a consciência do pecado e o arrependimento que o cristão sente diante do Cristo, o que já antecipa algo do juízo final.

 

A falta de som no encontro entre Edmundo arrependido e Aslam simboliza o isolamento da consciência arrependida na confissão: os pecados confessados só interessam ao próprio pecador e a Nosso Senhor Jesus Cristo. Mesmo que esse, às vezes, seja simbolizado pelo sacerdote – os outros irmãos, ou cristãos, não precisam ficar sabendo. O acolhimento de Edmundo após sua traição simboliza a volta do pecador arrependido, com a qual os seus irmão se alegram depois da orientação de Aslam para que não falassem sobre os pecados passados. A busca que os outros irmãos fazem para encontrá-lo simboliza a busca da ovelha perdida do Evangelho.

 

A pergunta que Aslam faz a Pedro sobre sua crença nas profecias de Nárnia simboliza a importância da fé do apóstolo Pedro e da Igreja como um todo nas profecias do Antigo Testamento e do próprio Cristo. A alegação de incapacidade que Pedro utiliza nessa hora simboliza a humildade dos vocacionados cristãos que percebem a própria miséria diante da gloriosa missão à qual foram chamados. Ser nomeado rei simboliza o batismo, pelo qual o cristão é rei, sacerdote e profeta.

 

A prova de Pedro, ao enfrentar o lobo sozinho, simboliza as provas pessoais que um cristão deve enfrentar na sua vida de fé. Os presentes que Pedro, Suzana e Lúcia recebem do Papai Noel simbolizam sacramentos. A espada de Pedro representa a Palavra do Evangelho que corta e penetra. A “magia profunda” que Aslam cita e à qual ele se sujeita simboliza o poder do Pai e a sujeição de Cristo, como Filho amado, ao Pai.

 

A Lei de Nárnia simboliza a Lei de Moisés do Pentateuco. A Feiticeira Branca, nesse aspecto, simboliza o diabo que exige para si o sangue dos pecadores. A horda de seres sinistros que acompanham o sacrifício comandado pela feiticeira simboliza a hora de demônios do inferno. O momento do sacrifício simboliza a “hora das trevas”. O Leão que se deixa sacrificar simboliza o Messias inocente que morre pelos pecadores. A agonia pela qual o Leão passa na véspera do sacrifício simboliza a agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo no Getsêmani. Suzana e Lúcia, nesse episódio, ao consolarem Aslam, simbolizam os apóstolos que estavam mais próximos de Jesus naquele momento: João, Pedro e Tiago.

 

A pedra que se quebra na mesa da montanha simboliza a cortina rasgada do templo com a morte de Jesus, isto é, simboliza o fim da vigência das leis de Moisés para aqueles que morreram e ressuscitaram com Cristo. A ressurreição do Leão simboliza a ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A presença de Suzana e Lúcia ali na ressurreição de Aslam simboliza o testemunho da ressurreição do Cristo que foi dado por Maria Madalena.

 

A tropa comandada pelo rei Pedro simboliza a Igreja militante que luta contra as tentações, contra o pecado e contra as forças do mal que se manifestam na vida humana terrestre. O próprio Pedro simboliza o Apóstolo Pedro, pedra na qual a Igreja foi construída. A diversidade de seres que pertencem ao exército de Aslam simboliza a diversidade de ministérios na Igreja. O pedido que Edmundo, o Justo, faz a Pedro para lutar na batalha, alegando a necessidade de salvação do povo de Nárnia, simboliza o compromisso do cristão convertido com o resto da Igreja.

 

A tropa que chega posteriormente com Aslam, Suzana e Lúcia simboliza o grupo de convertidos posteriormente, libertos da petrificação ou do pecado. Em certo sentido, simboliza aqueles justos que morreram antes da vinda de Cristo e foram libertos por Ele quando desceu “à mansão dos mortos”. Os petrificados, enquanto impotentes para ajudar a si mesmos, também podem simbolizar a Igreja que não pode se ajudar, mas depende das orações dos outros, isto é, as almas do purgartório.

 

A tropa que comemora a vitória no castelo simboliza a Igreja Triunfante dos santos que comemoram a vitória sobre a morte do pecado. O elixir que Lúcia oferece para curar Edmundo simboliza os sacramentos, especialmente a confissão e a eucaristia, forças espirituais que resgatam as forças do pecador caído.

 

As características principais do reino de Nárnia, com seus castelos, cavaleiros e seus reis nomeados por Aslam, simbolizam os reinos cristãos que existiram na Idade Média, quando os reis atribuíam sua autoridade à submissão a Cristo, simbolizado na Igreja.

 

O fato de que, mesmo depois de serem reis, os quatro protagonistas ainda precisam voltar à vida normal de antes, onde serão governados por Marta, simboliza o fato de que os cristãos continuam vivendo como pessoas normais no mundo, sujeitos às autoridades políticas, mesmo depois de experimentarem realidades sobrenaturais enquanto participam do corpo mítico de Cristo. É uma tensão permanente para o cristão, que é simbolizada na sua dupla cidadania, terrestre e celeste. Por outro lado, a obediência de Marta ao professor simboliza a submissão ideal dos poderes temporais do Estado ao poder espiritual da Igreja.

 

O afastamento de Aslam no final simboliza a Ascensão de Cristo que voltou para o Pai. O fato do leão não ser “domesticado” simboliza a liberdade de Cristo em relação às instituições religiosas: “o Espírito sopra onde quer”. A mensagem dada pelo professor a Lúcia após os créditos, de que ela poderá voltar a Nárnia quando menos espera, simboliza a mensagem profética da volta de Jesus em um momento que ninguém poderá prever.

Proibida a entrada de pessoas perfeitas…

Jesus vem não para o superespiritual, mas para o vacilante e o enfraquecido que sabem que não têm nada a oferecer, e que não são orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável. Ao olharmos para cima ficamos surpreendidos por encontrar os olhos de Jesus abertos em assombro, profundos em compreensão e gentis em compaixão.

[…]

Jesus sentava-se à mesa com qualquer um que queria estar presente, inclusive os que eram banidos das casas decentes. Compartilhando da refeição eles recebiam consideração em vez da esperada condenação. Um perdão misericordioso em vez de um apressado veredicto de culpa. Graça admirável em vez de desgraça universal.

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